O Rio deve planejar seu orçamento olímpico o quanto antes e decidir quais grandes projetos quer implantar para os Jogos hoje, já que em breve será tarde demais.
As recomendações, dadas pelo ministro britânico de Cultura, Esporte e Olimpíada, Jeremy Hunt, tocaram em alguns dos principais temas levantados em uma conferência sobre os Jogos Olímpicos realizados no Rio: planejamento, prazos, dinheiro.
'As decisões que vocês tomarem agora vão ser as mais importantes para o legado olímpico. Vocês não vão poder anunciar grandes projetos em 2014 ou 2015. Tem que ser agora', avisou.
Ao lado do vice-premiê britânico, Nick Clegg, Hunt participou da abertura da conferência 'De Londres ao Rio de Janeiro - Um legado olímpico', que reuniu autoridades e especialistas do Rio e de Londres envolvidas na organização dos jogos para trocar experiências.
'É um momento excelente para a gente se juntar e compartilhar com vocês o que aprendemos, o que fizemos certo, o que fizemos errado', disse Clegg no suntuoso Palácio da Cidade - que foi embaixada do Reino Unido antes de virar residência oficial dos prefeitos do Rio.
De acordo com Hunt, Londres aprendeu que a primeira coisa a ser feita para planejar uma Olimpíada é organizar o orçamento 'logo de saída'; caso contrário, a maioria das discussões que se terá depois será sobre dinheiro. 'Nós não fizemos e tivemos que revisar nosso orçamento em 2007. Felizmente revisamos de maneira realista, e tudo vai ficar dentro dos planos', disse.
'Realismo'
Apontado presidente do Conselho Público Olímpico na semana passada, Henrique Meirelles disse que Hunt apontou para um aspecto 'fundamental'.
'Primeiro, a confecção do orçamento tem que ser realista. E ele tem que ser cumprido. É uma experiência nova, porque é um projeto complexo, de grande diversidade técnica, e as datas de inauguração têm que ser cumpridas rigorosamente e exigem uma colaboração dos três níveis de governo. Essa coordenação é fundamental', disse o ex-presidente do Banco Central.
Meirelles elogiou a indicação de Márcio Fortes, ex-ministro das Cidades, para presidir a Autoridade Pública Olímpica (APO), cargo para o qual fora cogitado inicialmente, hierarquicamente abaixo do que acabou ocupando. Sua nomeação, agora, 'só vai depender do Senado', disse.
'Vamos fazer todo o processamento de decisão necessário para poder executar uma Olimpíada que não só tenha sucesso e seja eficiente, mas cujos custos sejam também motivo de orgulho do país, e não de aborrecimento.'
Perguntado sobre os problemas com o orçamento dos Jogos Panamericanos, de 2007, que superaram em muito a previsão inicial, ele disse que os jogos são 'algo que servem para nós como modelo de aprendizado'.
Ele ressalta a importância de trabalhar em sintonia com o futuro presidente da APO, com o Comitê Rio 2016 e com as três esferas de governo para garantir agilidade
'O segredo da olimpíada é manter o cronograma. É um cronograma intenso, curto, que não pode atrasar. Portanto, essa divisão de trabalho é fundamental', afirma.
Na abertura do evento, o prefeito Eduardo Paes ressaltou a importância de pensar nos jogos como 'elemento catalisador das mudanças no Rio'. De acordo com o prefeito, o legado a ser deixado vai além daquele 'palpável', materializado em transformações urbanas; abrange também o amadurecimento do país 'no que diz respeito à própria cultura de organizar'.
'O Brasil é um país que está aprendendo a planejar, que está aprendendo a lidar com uma data para entregar as coisas', afirma. 'Temos muito orgulho do nosso país. Mas chegou a hora de mostrarmos que este é um país viável, um país possível, que estamos fazendo as coisas da maneira adequada.'
UPP
Em visita ao Brasil desde terça-feira, Nick Clegg passou a quarta-feira no Rio. De manhã, participou da abertura de uma conferência na Petrobras e conheceu a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, onde lançou um projeto de futebol para jovens com selo da Premier League, a liga de clubes britânica. Ele destacou a intenção do Reino Unido de fortalecer as relações com o Brasil.
'O Brasil é um país enorme, com uma importância que cresce a cada dia. A relação entre o Reino Unido e o Brasil não tem sido tão forte como deveria. O país está se firmando como uma grande potência na nova ordem mundial, e queremos ter uma parceria forte para o futuro.'
Clegg encerra a visita com um coquetel no Copacabana Palace na noite desta quarta-feira, para comemorar o aniversário da Rainha Elizabeth 2ª.
Segundo o site do G1.
Pessoal nós temos que cobrar do Brasil o mundo todo esta olhando para temos que organizar logo essas coisas da copa do mundo e das olimpíadas.




